Esqueci-me de existir
Perdi a consciência total dos meus medos
Das minhas visões
Do espontâneo fotográfico
Peguei numas malas cheias de nada e parti
De calças rasgadas
De bolsos vazios
Com palavras na mente apenas
Palavras de demência
Actos de insanidade
Feitos de loucura
Obras levadas ao extremo fugaz da alienação
Da modificação profunda da personalidade restou um lençol manchado de sangue
O lençol daquela noite em que te mortifiquei
Guardo ainda o punhal
Fatal, mordaz e pleno de desarranjos físicos
Ouço o teu grito horrendo noite dentro
Mas uma alma pervertida como a tua não merecia se não esse porvir
Hoje escondo-me com o outro homem na floresta
O outro que uma noite virá para me mortificar
O outro que ligará de novo nossos caminhos
No fado, a muitos de nome destino
17 agosto 2007
Mortificar
por
Flor de Lótus
às
10:40
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
1 comentário:
...bela poesia...sim senhor...gostei;)...
Jinhosssssss aos dois e bfs.
Enviar um comentário