12 agosto 2007

Escrito a dois

Floresta perdida traz-me de novo
Aos argumentos escondidos no limiar do tempo
Sucumbindo nos ritmos erguendo-se corpo
O sangue abundante que jorra dos fios do meu cabelo.

Ou as pétalas duma rosa que se agitam com o universo.

Deixamo-nos cair, mãos mortas e inversas
Atados à liberdade de não querer mais e de sim
Onde te ouço bater no escuro, pelo limiar da porta

Lábios ofegantes escutam-se
Quebramos os espelhos e tornamos a amar-nos
Sopramos com o fôlego dos crepúsculos e dizemos...

ADEUS

Falamos a linguagem dos anjos
E deuses nos tornamos.

1 comentário:

Pedro Jorge disse...

a pintura que fizeste ao teu cabelo, de sangue... quem se atreveria a fazê-la? Só alguém que depois fala em porta e em dizer adeus e no agitar do universo e no crepúsculo.
Dispersar-me na leitura da tua poesia é perder-me num labirinto e tornar-me vulnerável de ser atacado pelas mais ofegantes frases que me atingem como lábios doces e espirituais!