08 agosto 2007

Este rio tem os teus olhos
e com ele vou mergulhando para dentro do teu.
Só existem palavras se ditas na tua boca,
se sentidas sob o ar que respiras,
sobre o tudo que nunca morre e que sempre fica
nas margens mais profundas que só em ti encontro.
Na paisagem todo o sol é o brilho quando me olhas
e há noite toda tu me enebrias e devoras
com esse desejo dos agoras que não tardarão a vir
a nós.

1 comentário:

Pedro Jorge disse...

és um ás na poesia, e ainda assim aproveitas e jogas com o baralho todo! Pergunto-te se sabes que conjugaste as palavras e se podes ter um baralho de nove cartas, cada uma sendo um ás? Um as rítmico, natural, com imagens poderosas e frases que puxam?